Como todo produto industrializado o brinquedo também tem a sua embalagem que, em princípio, cumpre duas funções: proteção e propaganda.
No começo de sua industrialização os brinquedos tinham caixas de madeira, depois surgiu o papelão e, com a descoberta do plástico esse material assumiu primordial importância na elaboração das embalagens.
O projeto de uma embalagem é de responsabilidade do profissional das Artes Gráficas, um técnico com alma de artista com a função de dar destaque à idéia daquilo que se encontra dentro da caixa.
Das primeiras caixas de brinquedos industrializados pouco se sabe, apenas que eram de madeira pelo simples fato do peso e tamanho dos brinquedos.
Por volta de 1910 os brinquedos diminuíram de tamanho e assim foi possível utilizar papelão em suas caixas. No começo eram caixas simples apenas com uma etiqueta lateral para indicação do conteúdo. Com o aprimoramento dos processos de impressão, foi possível a colocação de rótulos. Esses rótulos eram gravuras desenhadas à mão por Artistas.
As caixas dos brinquedos mais caros, das melhores fábricas, imitavam as malas de viagem, inclusive no material. Assim é que, envolvendo o papelão costumava-se colar uma folha de papel imitando couro. As caixas da Marklin desse período, por exemplo, imitavam couro de crocodilo, um luxo na época. Na tampa era colado o rótulo.
Esse rótulo, geralmente uma gravura, é de primordial interesse para os colecionadores. Nele, vinha aquilo que o artista queria transmitir para o comprador; a arte, o despertar da curiosidade de seu conteúdo.
Algumas fábricas deixavam o artista no anonimato, outras permitiam a assinatura, mas anônimos ou não, sempre Artistas.
Com a evolução dos processos gráficos, por volta dos anos 60 foi possível caixas com a arte impressa direto no papelão, sem rótulos. É a fase das caixas com arte também nas laterais.
Como o que sempre se buscou nas embalagens dos brinquedos foi mostrar seu conteúdo, nos anos 70 um novo material revoluciona as caixas; o acetato. É a fase das caixas - vitrines com uma ou mais faces transparentes com abertura pelas extremidades. Não era preciso desenhar mais o conteúdo, a própria caixa mostrava - o. Esse tipo de caixa é muito utilizada atualmente.
Nesta época aparecem também as primeiras caixas inteiramente de plástico, principalmente para miniaturas de carros e trens elétricos. Com esse tipo de caixa as fábricas podem baratear suas embalagens, não mais fazendo uso, da agora cara, mão de obra do artista. Cada fábrica podia produzir sua própria embalagem.
Nos anos 80 um novo tipo de embalagem chega para ficar: o Blister, que lacra seu conteúdo com a vantagem de mostrá - lo plenamente.
O Blister é uma embalagem muito prática para as fábricas, mas que contem em si a filosofia do descartável; para poder brincar a criança deve destruir a embalagem.
Atualmente, o único segmento que ainda depende de artistas para ilustrar caixas é o de Kits para montar. Nele o artista ainda tem espaço para nos maravilhar com sua arte.

A Brinquedos Raros mostra a seguir as mais representativas caixas de brinquedos de seu acervo:



Caixa do Astronauta Johnny Apollo fabricado pela Marx americana em 1968 em comemoração ao projeto Apollo que levou o hom
Caixa do Autorama Estrela escala HO fabricada no final da década de 60
Caixa do Autorama fabricado pela Carrera Alemanha na década de 1970
Caixa do Autorama Super Pista fabricado pela Estrela Brasil Datado 1968
Caixa do Avião a Jato fabricado pela Estrela Brasil no final da década de 1960
Caixa do Avião Phanton fabricado pela Estrela na década de 1970
Caixa do Brinquedo Ilha Secreta Thunderbird fabricado pela Trol Brasil em 1968
Caixa do Brinquedo Pato Malabarista fabricado pela Estrela Brasil na década de 1970
Caixa do Carro dos Monkees Monkeemobille Fabricado pela Aoshin Japão na década de 1960
Caixa do Conjunto Africa Misteriosa fabricado pela Gulliver Brasil na década de 1970
Caixa do Conjunto básico de Trem Elétrico da fabrica Marklin Década de 1970
Caixa do Conjunto Caravana fabricado pela Casablanca Brasil na década de 1960
Caixa do Conjunto de Figuras do Fantasma fabricado pela Guliver Brasil na década de 1980
Caixa do Conjunto de Montar Monte Bras fabricado pela Estrela Brasil no final da Década de 1960 Destaque para o inédito
Caixa do Conjunto de Montar Monte Bras Tipo 4 em 1 fabricado pela Estrela Brasil na década de 1950 Trabalho assinado pel
Caixa do Conjunto de Trem à Corda fabricado pela Metoy Inglaterra na Década de 1930
Caixa do Conjunto de Trem à Pilha Trem de Carga da Metalma Brasil Fabricado na década de 1960
Caixa do Conjunto Fazenda Chaparral fabricado pela Gulliver Brasil Década de 1970
Caixa do Conjunto Laboratório Químico Juvenil fabricada em 1965 pela Guaporé Brasil. Trabalho assinado pelo artista Krau
Caixa do Conjunto Pequeno Escultor fabricado em 1965 pela Guaporé Brasil Trabalho assinado pelo artista Kraus
Caixa do Conjunto Trem de Passageiros fabricado em 1970 pela Estrela Brasil Trabalho assinado pelo artista Manolo
Caixa do Conjunto Trolley Bus fabricado pela Eheim Alemanha Década de 1960
Caixa do Jogo A Grande Batalha Naval fabricado pela Guaporé Brasil na década de 1970 Trabalho Assinado pelo Artista Krau
Caixa do Jogo de Futebol de Botões Futebol Miniatura fabricado pela Santa Maria Brasil em 1958
Caixa do Jogo de Mágicas O Pequeno Mágico Fabricado pela Guaporé Brasil na década de 1960 Trabalho assinado pelo Artista
Caixa do Jogo de Perguntas e Respostas Máquina de Ensinar, fabricado pela Estrela, Brasil. Década de 1960
Caixa do Jogo de Perguntas e Respostas Radar Instrutivo fabricado pela Guaporé Brasil na década de 1970 Trabalho Assinad
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